Local: Mezanino norte (em cima do ceubinho).
Hora: 12 horas
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Dilma e Serra se recusam a participar de debate em canal para juventude
O octagenário Plínio aceitou! Mas o debate no canal jovem MTV foi cancelado. É uma pena. No entanto, mostra que Dilma e Serra não querem debater com os jovens.
Plínio Presidente na TV
PSOL nocauteou os adversários patrocinados por banqueiros (Reprodução)
Nesta terça-feira, 17, teve início o horário eleitoral gratuito em rádio e televisão. Em meio ao “mais do mesmo” que ocupou mais da metade do tempo dos programas, o PSOL mostrou sua diferença e derrubou por nocaute os candidatos preferidos da mídia, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Plínio aproveitou seu tempo – apenas 1min2seg – para, à tarde, apresentar sua biografia, mostrando sua importância nas principais lutas sociais do país e seu protagonismo na questão agrária.
No programa da noite, Plínio abordou a questão do financiamento público de campanha. O PSOL mostrou a que veio: denunciou as doações de banqueiros e de capital estrangeiro às campanhas de PT e PSDB. Plínio foi taxativo: o financiamento público é a única maneira de combater o principal mal da política brasileira, que é a corrupção.
Confira os programas no canal da campanha Plínio Presidente 50
Nesta terça-feira, 17, teve início o horário eleitoral gratuito em rádio e televisão. Em meio ao “mais do mesmo” que ocupou mais da metade do tempo dos programas, o PSOL mostrou sua diferença e derrubou por nocaute os candidatos preferidos da mídia, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
Plínio aproveitou seu tempo – apenas 1min2seg – para, à tarde, apresentar sua biografia, mostrando sua importância nas principais lutas sociais do país e seu protagonismo na questão agrária.
No programa da noite, Plínio abordou a questão do financiamento público de campanha. O PSOL mostrou a que veio: denunciou as doações de banqueiros e de capital estrangeiro às campanhas de PT e PSDB. Plínio foi taxativo: o financiamento público é a única maneira de combater o principal mal da política brasileira, que é a corrupção.
Confira os programas no canal da campanha Plínio Presidente 50
Lula: “Graças a Deus os bancos estão ganhando dinheiro”
Enquanto os candidatos do PSOL mostram que é necessário enfrentar o setor financeiro, o presidente Lula comemora que os bancos estão lucrando muito: “Graças a Deus os bancos estão ganhando dinheiro”, afirmou, alegando que, se não estivessem ganhando, o Estado teria de ajudá-los financeiramente. Ou seja: o presidente não apenas fica feliz com a alta lucratividade dos bancos, como também defende que o Estado os salve caso tenham dificuldades.
O alto lucro dos bancos no primeiro semestre, como sempre, se deve principalmente à dívida pública, que paga aos bancos as maiores taxas de juros do mundo às custas do povo, e ainda permite que os bancos estabeleçam juros altíssimos para os empréstimos a pessoas e empresas. Isso porque, caso o governo não necessitasse de dezenas de bilhões de reais por mês do setor financeiro (para pagar os juros e amortizações que vencem), sobrariam muitos recursos para empréstimos, obrigando os bancos a terem de encontrar destinação para tais recursos no setor produtivo, o que obviamente levaria a uma queda nas taxas cobradas de pessoas ou empresas.
O alto lucro dos bancos no primeiro semestre, como sempre, se deve principalmente à dívida pública, que paga aos bancos as maiores taxas de juros do mundo às custas do povo, e ainda permite que os bancos estabeleçam juros altíssimos para os empréstimos a pessoas e empresas. Isso porque, caso o governo não necessitasse de dezenas de bilhões de reais por mês do setor financeiro (para pagar os juros e amortizações que vencem), sobrariam muitos recursos para empréstimos, obrigando os bancos a terem de encontrar destinação para tais recursos no setor produtivo, o que obviamente levaria a uma queda nas taxas cobradas de pessoas ou empresas.
Debates mostram mais uma vez a marca do PSOL
Nesta semana, o PSOL mostrou a sua diferença frente aos demais candidatos destas eleições. Plínio de Arruda Sampaio foi entrevistado pelo Jornal Nacional, tendo direito a apenas três minutos, enquanto os candidatos de PT, PSDB e PV tiveram cada um o quádruplo desse tempo: 12 minutos. Porém, nesse pequeno tempo, Plínio falou mais que todos os outros juntos, pois apontou as transformações necessárias para o país, que só o PSOL pode defender, por não depender do poder econômico – especialmente o financeiro – que financia a campanha das três candidaturas que dispõem de muito mais espaço na mídia.
Plínio defendeu as ocupações de terras e a auditoria da dívida pública, mostrando que, para mudar o país, poderosas forças políticas têm de ser enfrentadas, como os latifundiários – que possuem a maior parte das terras no país – e o setor financeiro, que suga a maior parte do orçamento em juros e amortizações da dívida pública.
Sem enfrentar essas forças políticas, não se pode fazer um país justo.
Plínio defendeu as ocupações de terras e a auditoria da dívida pública, mostrando que, para mudar o país, poderosas forças políticas têm de ser enfrentadas, como os latifundiários – que possuem a maior parte das terras no país – e o setor financeiro, que suga a maior parte do orçamento em juros e amortizações da dívida pública.
Sem enfrentar essas forças políticas, não se pode fazer um país justo.
O que não se diz sobre o BC
Cid Benjamin
Seg, 09 de agosto de 2010 16:07
Cid Benjamin Há dias, José Serra foi bombardeado pela mídia devido a uma resposta pouco enfática em relação à independência do Banco Central. Pressionado, recuou e assumiu o discurso já feito por Dilma Roussef e Marina Silva, prometendo manter a blindagem do BC.
Vale a pena examinar de perto esta suspeita unanimidade.
A justificativa dada para que o governo (aí incluído o próprio presidente da República) não se envolva nas decisões do BC é a importância do órgão, que não poderia estar sujeito à demagogia dos políticos. Mas, por acaso, saúde e educação - para ficar só nos dois exemplos - deveriam ficar à mercê da demagogia?
Voltando ao BC, é preciso ver que não há apenas um tipo de política monetária "responsável". E a política monetária, como parte da política econômica, deve estar integrada a esta última. Sendo assim, é natural que a autonomia operacional do BC se dê dentro das diretrizes gerais da política econômica - definida, em última instância, pelo presidente da República.
Aliás, todos os órgãos públicos devem ter autonomia operacional, guardados os parâmetros gerais determinados pelas instâncias superiores do governo.
Por que, então, o tratamento especial ao BC?
Ocorre que desde a ditadura militar o BC foi privatizado, tornando-se, na prática, muito mais um espaço da banca internacional do que do Estado brasileiro. Foi assim depois nos governos Sarney, Collor, Itamar e FHC. E continua assim com Lula, que pôs à frente do BC um banqueiro internacional eleito, em 2002, deputado federal ... pelo PSDB.
É justamente para manter essa situação de apropriação privada do BC que a banca internacional e seus defensores no País queiram a sua blindagem.
Mas será que a blindagem continuaria a ser defendida se o banco tivesse em sua presidência alguém de esquerda, que não comungasse da cartilha neoliberal?
Duvido muito.
[Publicado no jornal O Dia, 4 de agosto de 2010]
Cid Benjamin é jornalista
FONTE: Funcação Lauro Campos - http://www.socialismo.org.br/portal/politica/47-artigo/1647-o-que-nao-se-diz-sobre-o-bc
Seg, 09 de agosto de 2010 16:07
Cid Benjamin Há dias, José Serra foi bombardeado pela mídia devido a uma resposta pouco enfática em relação à independência do Banco Central. Pressionado, recuou e assumiu o discurso já feito por Dilma Roussef e Marina Silva, prometendo manter a blindagem do BC.
Vale a pena examinar de perto esta suspeita unanimidade.
A justificativa dada para que o governo (aí incluído o próprio presidente da República) não se envolva nas decisões do BC é a importância do órgão, que não poderia estar sujeito à demagogia dos políticos. Mas, por acaso, saúde e educação - para ficar só nos dois exemplos - deveriam ficar à mercê da demagogia?
Voltando ao BC, é preciso ver que não há apenas um tipo de política monetária "responsável". E a política monetária, como parte da política econômica, deve estar integrada a esta última. Sendo assim, é natural que a autonomia operacional do BC se dê dentro das diretrizes gerais da política econômica - definida, em última instância, pelo presidente da República.
Aliás, todos os órgãos públicos devem ter autonomia operacional, guardados os parâmetros gerais determinados pelas instâncias superiores do governo.
Por que, então, o tratamento especial ao BC?
Ocorre que desde a ditadura militar o BC foi privatizado, tornando-se, na prática, muito mais um espaço da banca internacional do que do Estado brasileiro. Foi assim depois nos governos Sarney, Collor, Itamar e FHC. E continua assim com Lula, que pôs à frente do BC um banqueiro internacional eleito, em 2002, deputado federal ... pelo PSDB.
É justamente para manter essa situação de apropriação privada do BC que a banca internacional e seus defensores no País queiram a sua blindagem.
Mas será que a blindagem continuaria a ser defendida se o banco tivesse em sua presidência alguém de esquerda, que não comungasse da cartilha neoliberal?
Duvido muito.
[Publicado no jornal O Dia, 4 de agosto de 2010]
Cid Benjamin é jornalista
FONTE: Funcação Lauro Campos - http://www.socialismo.org.br/portal/politica/47-artigo/1647-o-que-nao-se-diz-sobre-o-bc
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
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